Quinta-feira, 10 de Março de 2005

O PS adoptará uma política de direita

Engraçadíssimo. As pessoas não sabem que política adoptará o PS. Um governo com ministros de todas as cores. Resta saber para onde cairá o pêndulo. Globalmente.
Já vimos que este PS é um compromisso entre o PS soarista, depois de ser metido na gaveta, e o PS guterrista. Estão lá os símbolos de ambos, todos os símbolos. O punho fechado, que simboliza a força, a indignação e a revolta da classe mais desfavorecida. E está lá a rosa, que não significa nada, além de um certo encantamento e aroma. Isto não é não gostar de flores. O problema é a metáfora política, o pântano associado a ela. Possivelmente há flores num pântano, mas não rosas.
Sim, é evidente que a intenção inicial não era essa. O cravo tem outro significado, teve. Também foi ultrajado. As pessoas começam a ter vergonha de aparecerem de cravo na mão. Talvez já não sintam a metáfora, e desconheçam até. Foi há muito tempo, 30 anos. Da mesma forma, já ninguém canta a Grândola Vila Morena sem se enganar ou esquecer. Já ninguém canta quase. É aí que a "metáfora viva" dá lugar à metáfora morta, usando uma expressão de Paul Ricoeur, aqui deslocada.
E é aí que está tudo a morrer, a verdade, a transparência de que fala o BE, a esperança, a confiança, a credibilidade, a responsabilidade, o rigor, a estabilidade, a coerência, a diferença entre a esquerda e a direita, alguns famosos, o Papa e até o Fidel Castro.

fernando

publicado por ... às 20:58
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1 comentário:
De Anónimo a 27 de Março de 2005 às 22:16
Aroma e encantamento podem ser muito úteis a um país massacrado pelo estigma da crise. Idealismo nem sempre traz resultados, ou quase nunca, mas o que é o homem sem o seu sonho? Esta rosa, ou outra rosa qualquer, qualquer flor que fosse, teria o seu mérito também na política. Portugal precisa de acreditar mais, de se voltar mais para si, de esquecer um pouco a podridão dos tempos que passaram. Dizem que vem aí a retoma. Pessoalmente, espero que venha. Da esquerda ou da direita pouco importa. Mas é preciso acreditar, e fazer por isso. E se temos de trilhar um caminho duro, rumo ao futuro, que ao menos o façamos por entre veredas encantadas e plenas de novos aromas. Mais vale isso do que fechar os olhos, cruzar os braços e esperar por um milagre. O mal triunfa quando os homens de bem cruzam os braços. Descruzemos os nossos então. E, como disse um dia, aqui mesmo, um amigo meu, "sejamos loucos". Mas sonhemos, e acreditemos que ainda é possível.Mente Despenteada
(http://mentedespenteada.blogs.sapo.pt/)
(mailto:carlapteixeira@hotmail.com)


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